Entender ..
Ouvi o coração a dizer o porquê da vida
Falou mais alto que o costume
Mas não o entendi.
O dia passa copiosamente como todos outros iguais
Tentando dizer algo de novo
Mas não o entendi.
A verdade deixou de doer tanto no peito
Impôs a si mesma toda a subtileza
Mas não a entendi.
O destino quis abraçar novos horizontes
Delinear novas perspectivas
Mas não o entendi.
O mar deixou-se alcançar no seu movimento
O seu azul convidou à exaltação
Mas não o entendi.
O vento despertou com a mesma melodia de sempre
Em movimentos sempre iguais
Mas não o entendi.
A natureza afirmou a intenção de levantar o sonho
De perpetuar a sua acção renovadora
Mas não a entendi.
A existência persegue o seu esforço de realização
Procura novas imagens de si própria
Mas não a entendi.
O sentimento procura o modelo da sua nova identidade
Reconhecer-se no imaginário comum
Mas não o entendi.
A concepção desvia-se na descoberta da razão do ser
As definições ultrapassam a ideia
Mas não a entendi.
O movimento do olhar procura-te em segredo
Para disfarçar a emoção
De estar contigo.
Mas eu não entendi.
Jorge Prisma
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Sensações
Sensações
Sensações vividas
Em paixões perdidas
Encontros repetidos
Em pensamentos esquecidos
Poemas guardados
Em livros furtados
Palavras aclamadas
Em vozes caladas
Sonhos construídos
Em amores furtivos
Sorrisos abertos
Em rostos discretos
Gestos sinuosos
Em corpos idosos
Olhares penetrantes
Em vidas distantes
Abraços apertados
Em movimentos falhados
Vidas secretas
Em páginas abertas
Paisagens proibidas
Em imagens sugestivas
Rostos esquecidos
Em memórias vividos.
Jorge Prisma
Sensações vividas
Em paixões perdidas
Encontros repetidos
Em pensamentos esquecidos
Poemas guardados
Em livros furtados
Palavras aclamadas
Em vozes caladas
Sonhos construídos
Em amores furtivos
Sorrisos abertos
Em rostos discretos
Gestos sinuosos
Em corpos idosos
Olhares penetrantes
Em vidas distantes
Abraços apertados
Em movimentos falhados
Vidas secretas
Em páginas abertas
Paisagens proibidas
Em imagens sugestivas
Rostos esquecidos
Em memórias vividos.
Jorge Prisma
O Natural
O natural
O natural da natureza, a natureza do natural
Onde está a beleza
Se tudo é artificial.
Mas se todo o artificial é natural, se toda a beleza é da natureza
Como se constrói o natural
Se toda a natureza é artificial.
Mas se nada há de artificial, se toda a beleza é natural
Como compreender a natureza
Se todo o natureza é natural.
A natureza do natural, o natural da natureza.
São para nós a realidade
Se não houver o artificial.
Mas se a realidade é natural, se a natureza é beleza
O que vai acontecer ao natural
Se a beleza é artificial.
A natureza do natural, natural da natureza
Para nós parece igual
Porque o artificial é beleza.
Mas se a natureza é real, e se o real é natural
Como negar a beleza
Do artificial da natureza.
O natural da natureza, a natureza do natural
Diz-nos que a realidade
É artificial e é beleza.
Jorge Prisma
O natural da natureza, a natureza do natural
Onde está a beleza
Se tudo é artificial.
Mas se todo o artificial é natural, se toda a beleza é da natureza
Como se constrói o natural
Se toda a natureza é artificial.
Mas se nada há de artificial, se toda a beleza é natural
Como compreender a natureza
Se todo o natureza é natural.
A natureza do natural, o natural da natureza.
São para nós a realidade
Se não houver o artificial.
Mas se a realidade é natural, se a natureza é beleza
O que vai acontecer ao natural
Se a beleza é artificial.
A natureza do natural, natural da natureza
Para nós parece igual
Porque o artificial é beleza.
Mas se a natureza é real, e se o real é natural
Como negar a beleza
Do artificial da natureza.
O natural da natureza, a natureza do natural
Diz-nos que a realidade
É artificial e é beleza.
Jorge Prisma
Hoje
Hoje
Não te encontrei
Nos meus pensamentos, o encontro fez-se
Na tua ausência.
Hoje
Não te consegui olhar
Na vida, o momento desafia a vontade
A começar de novo.
Hoje
Não sei onde te procurar
No sonho, o amor ficou no ar
A chamar por ti.
Hoje
Não sei o teu destino
No meu, a paixão ficou a despertar
O novo dia.
Hoje
Não sei o teu nome
De cor, as palavras fingiram o sem sentido
De estar longe de ti.
Hoje
Não sei o teu dia
Quero adivinhar, o teu lugar de regresso
A olhar para mim.
Hoje
Não sei os teus passos
A procurar, o mundo que fica lá fora
Ao alcance do nosso amor.
Hoje.
Jorge Prisma
Não te encontrei
Nos meus pensamentos, o encontro fez-se
Na tua ausência.
Hoje
Não te consegui olhar
Na vida, o momento desafia a vontade
A começar de novo.
Hoje
Não sei onde te procurar
No sonho, o amor ficou no ar
A chamar por ti.
Hoje
Não sei o teu destino
No meu, a paixão ficou a despertar
O novo dia.
Hoje
Não sei o teu nome
De cor, as palavras fingiram o sem sentido
De estar longe de ti.
Hoje
Não sei o teu dia
Quero adivinhar, o teu lugar de regresso
A olhar para mim.
Hoje
Não sei os teus passos
A procurar, o mundo que fica lá fora
Ao alcance do nosso amor.
Hoje.
Jorge Prisma
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